Do sertão baiano para o futebol europeu

Aluno de projetos sociais de mineradora tornou-se jogador de futebol profissional e hoje atua na Europa

Ele era só um menino, quando saiu de Salvador, sua terra natal, para o Distrito de Pilar, município de Jaguarari, situado a mais de 400 quilômetros da capital baiana. O destino escolhido pelos seus pais tinha um motivo: Trabalhar com a mineração. “A gente foi para Pilar eu tinha dois a três anos. Meu pai foi para trabalhar na mineradora. Ele foi um dos primeiros operadores de nível três (profissional que atua na operação de mina em equipamentos complexos) que atuou lá”, relembra Ailton Ferreira Silva, 26 anos, jogador de futebol profissional, que atua no Pafos FC, do Chipre. Um dos orgulhos do Distrito de Pilar, Ailton é um dos grandes exemplos da importância dos projetos sociais desenvolvidos pelas mineradoras baianas.

Filho de seu Gaspar dos Reis Silva, mais conhecido como Mineiro – já falecido – e de dona Maria José de Souza Ferreira, a Mara, Ailton e seu irmão Adailton encontraram em Pilar oportunidades para o seu crescimento. Após um período trabalhando na mineradora, o pai foi trabalhar na horta comunitária, um dos projetos desenvolvidos até hoje pela Mineradora Caraíba, que realiza a extração de cobre na região.

O projeto que existe até os dias atuais mantém parceria com os produtores do Distrito de Pilar, que comercializam hortaliças a preços populares e livres de agrotóxicos. Atualmente são quatro hortas comunitárias que beneficiam e sustentam mais de 100 famílias. “A horta por muito tempo foi a única renda que a minha família tinha, então a importância financeira dela para nós, como para muitas outras famílias, era e ainda é muito grande. Era de onde a gente tirava o dinheiro do pão”, destaca Ailton.
Ailton integrou projeto social da Mineração Caraíba

Além da Horta Comunitária, outro importante projeto social, um dos responsáveis por mudar a vida de Ailton, foi o PIEP (Programa de Incentivo ao Esporte de Pilar). Foi lá que ele deu os primeiros passos para se tornar não apenas um jogador profissional, como também foi essencial para a sua formação como cidadão. “Eu não me vejo onde estou hoje sem o PIEP. E não estou falando só do futebol. E sim, do projeto para tirar os jovens das ruas onde a mineradora dá oportunidade para os jovens evoluírem, não só como atleta, mas também como cidadão. E é isso que tiro de aprendizado. Eu não me tornei só um atleta profissional, mas sim, um cidadão por causa do projeto”, defende Ailton.

Casado e pai de uma criança de apenas oito meses, o jogador também ressalta a importância da mineradora na vida da sua família e também de toda a região. “Eu não vejo a região sem a mineradora. A mineração foi tudo na vida da minha família e é tudo na vida de muitas famílias que vivem lá”, ressalta.

Seu time, o Pafos FC, é originário da cidade de Pafos, situada à costa sudoeste da ilha mediterrânea do Chipre. Ailton integrou a base do Esporte Clube Bahia, em seguida foi para o Fluminense, onde se tornou atleta profissional. A partir da passagem pelo time carioca iniciou sua trajetória pelo futebol internacional onde já atuou em times do Azerbaijão, Portugal, Alemanha e Dinamarca.

Projetos Socioambientais das mineradoras

Há um grande empenho das mineradoras em investir na educação de qualidade nos municípios, seja a partir de projetos independentes ou em parcerias com os governos e outras entidades. Além disso, outros projetos envolvem a preservação do meio ambiente, incentivo ao empreendedorismo e geração de renda e ações de saúde e bem-estar.

A Mineradora Caraíba atualmente apoia sete projetos / programas que tem como objetivo principal contribuir na transformação de atividades existentes de produção em atividades sustentáveis e profissionais com maior segurança de produtividade e retorno econômico. As ações são estruturadas através de mecanismos adaptados à realidade de cada comunidade, contribuindo na transformação social com demonstração de boas práticas responsáveis e de compartilhamento de informações e parceria com o poder público/sociedade civil.

Para o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm, a integração entre a comunidade e as mineradoras é de grande importância e essencial para o sucesso da atividade. “Precisamos ter este cuidado com as pessoas e com o meio ambiente e pensar em qual legado as empresas estão deixando para a comunidade e como ela está contribuindo para o desenvolvimento socioambiental e econômico da região”. Fotos: Divulgação

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