Bahia: cobertura vacinal de dTpa gestante cai 29,5%, em 2020

Baixa cobertura vacinal pode possibilitar retorno de surtos de coqueluche, no estado A doença figura entre as principais causas de mortalidade de crianças de até seis meses

Dados do Programa Nacional de Imunizações obtidos pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) apontam queda de 29,5% na cobertura vacinal de dTpa gestante (vacina que previne contra coqueluche, difteria e tétano), na Bahia, no último ano. Em todo o país, a redução média foi de 28%. As taxas que se mostravam baixas entre as grávidas baianas (55,69%), no ano anterior à pandemia de Covid-19, caíram ainda mais em meio à crise sanitária deflagrada pelo novo coronavírus. Em 2020, a cobertura vacinal ficou em 39,21%. A meta para essa imunização é de 95%.

“A vacina dTpa é segura e está disponível a todas as gestantes, em unidades públicas de saúde. A imunização previne complicações gestacionais evitáveis e, principalmente, que o bebê seja infectado num momento em que sua imunização primária não está completa. Nos pequenos, sobretudo, menores de seis meses, a coqueluche, por exemplo, está associada a elevado risco de morte. Entre 2012, 2014 e, mais recentemente, em 2018, observamos expressivo aumento de casos de coqueluche, no Brasil. Ao mesmo tempo, a cobertura vacinal tem se mantido baixa. Mais do que nunca, precisamos evitar que novos surtos aconteçam”, explica a ginecologista Dra. Cecilia Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo.

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