Sindicato afirma que autoescolas seguem funcionando

A reabertura das autoescolas em Salvador foi autorizada pelo prefeito ACM Neto no dia 25 de agosto. No município há 113 estabelecimentos sendo 87 ativos junto à Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz). A pandemia provocada pelo novo coronavírus obrigou os estabelecimentos a se adequarem a uma nova realidade para prosseguirem funcionando. Neste período houve mudanças no processo de formação de condutores a partir de medidas determinadas pelo governo federal.

A Tribuna ouviu Wellington de Oliveira, presidente do Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores da Bahia (Sindauto Bahia), para entender como se encontra o atual cenário, as dificuldades enfrentadas pelas entidades credenciadas para formar condutores.

Oliveira detalhou como está à procura dos alunos após a liberação de funcionamento das autoescolas e afirmou que nenhuma nova escola foi aberta nesse período. “Com a pandemia, existia uma demanda retraída, de alunos que já estavam com o laudo aberto e ainda não tinham procurado uma autoescola ou que já estavam com o processo em andamento. Depois da retomada, tivemos uma procura maior pelo serviço, em função disto”, disse. Segundo ele, nenhuma escola encerrou as atividades em meio à pandemia. “Apesar da grande dificuldade que as cerca de 400 autoescolas no estado ainda estão enfrentando em função da crise, não temos registro de empresas fechadas, até o momento”, destacou.

Ele também explicou a respeito das dificuldades enfrentadas pelo setor no estado. “Na Bahia, o processo de habilitação funciona por meio de um sistema, composto pelo Detran Bahia, clínicas e autoescolas. Quando há um problema em alguma dessas áreas, isso afeta toda a engrenagem. Por exemplo, muitos alunos já concluíram o curso teórico, mas não podem seguir para o curso prático, pois estão com dificuldade para agendar a prova de Legislação, que são realizadas nos SACs. Com a pandemia, a capacidade de atendimento foi reduzida”, afirmou. “Estamos em diálogo com o Detran BA e o órgão está sempre receptivo a alternativas para resolver esse e outros problemas. O Sindicato tem apresentado sugestões constantes para desburocratizar o processo de habilitação no estado”, acrescentou.

Para concluir, Wellington falou sobre as mudanças que ocorreram no processo de formação dos condutores e o impacto gerado no setor. “A mudança mais recente, imposta pela pandemia, foi a suspensão das aulas teóricas presenciais. O Denatran emitiu uma deliberação autorizando a realização das aulas remotas (teleaula) nos Centros de Formação de Condutores (CFCs / autoescolas). Com isso, foi necessário buscar no mercado empresas especializadas em teleatendimento para oferecer o serviço aos alunos. Essa mudança tem exigido um esforço dos empresários e também dos alunos para se adaptar as ferramentas tecnológicas”, pontuou.
(Tribuna da Bahia) Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

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